Várias ideias afloram a minha mente depois das notícias da hora do jantar. Chegámos a um período da História do nosso país em que olhar para o passado é inútil. Somos convidados a construir o futuro a partir da situação real do nosso país. Podendo não concordar com todas as medidas deste Orçamento, penso que não podemos esquecer que o país está à beira da falência. Queremos chegar ao estado da Grécia?Não. Queríamos chegar a esta situação?Não. De quem é a culpa? De pouca gente e de muita ao mesmo tempo, principalmente deve-se a um acumular de erros da história. É justo o sacrifício? Provavelmente não, mas é necessário. A questão é como é que individualmente e como nação vamos gerir os próximos anos.
Fazer futurologia é inútil. Esperamos que as medidas sejam eficazes para sairmos deste buraco financeiro. Primeiro temos que tentar salvar-nos, depois reconstruir-nos.
E sim eu sei que não vai ser fácil e que provavelmente quem antes geria um orçamento apertado, vai ter que saber geri-lo ainda melhor. Ms penso que é importante que vamos viver mais na verdade da nossa realidade.
Se calhar neste novo cenário de vida vamos começar a perceber o essencial da nossa vida, se calhar vamos viver melhor o Natal, com menos dinheiro, viver as férias que realmente estão de acordo com o nosso bolso. Se calhar vamos viver mais em família e menos nos shoppings. Sermos felizes, mesmo se materialmente estamos mais precários.
Não sei, mas precisamos ver o lado positivo de todas as coisas. Chamem-me condescente, conformada, ms quem me conhece sabe que eu acredito no futuro e procuro manter a esperança.
Quando se perde a esperança, morre-se.